ESCALAS

Usada para avaliar a evolução da doença de Parkinson.

Estágio Um

  1. Sinais e sintomas em um lado do corpo.
  2. Sintomas leves.
  3. Sintomas incovenientes mas não desabilitantes.
  4. Usualmente presença de tremor em um membro.
  5. Amigos notam mudanças na postura, locomoção e expressão facial.

Estágio Dois

  1. Sintomas bilaterais.
  2. Disfunção mínima.
  3. Comprometimento da postura e marcha.

Estágio Três

  1. Lentidão significativa dos movimentos corporais.
  2. Disfunção do equilíbrio de marcha ou em ortostatismo.
  3. Disfunção generalizada moderadamente grave.

Estágio Quatro

  1. Sintomas graves.
  2. Pode andar por uma distância limitada.
  3. Rigidez e bradicinesia.
  4. Incapaz de viver sozinho.
  5. O tremor pode ser menor que nos estágios precoces.

Estágio Cinco

  1. Estado caquético.
  2. Invalidez completa.
  3. Incapaz de ficar em pé ou andar.
  4. Requer constantes cuidados de enfermagem.

 


DOENÇA DE PARKINSON

Definição

A doença de Parkinson é um distúrbio neurológico de causa desconhecida. Os pacientes com essa doença se caracterizam por caminhar arrastando os pés, por tremor de seus membros quando estão em repouso, pelo aumento da resistência aos movimentos passivos, por uma postura encurvada e rígida e por demência progressiva. A deficiência de dopamina é a principal causa dos sintomas da doença. A dopamina é um neurotransmissor encontrado em certos neurônios do encéfalo que participam do controle dos movimentos, do equilíbrio, do tônus muscular e do caminhar.

Comumente afeta indivíduos acima de 50 anos, porém pode ocorrer antes dos 40 anos de idade. Aproximadamente 10% dos casos são considerados de começo precoce.

 

Sintomas

Os principais sintomas da doença de Parkinson são: a rigidez muscular, tremores de repouso, lentidão dos movimentos (bradicinesia), perda de movimentos (acinesia), dificuldade de equilíbrio e deambulação, falta de expressão facial (face em máscara).

De acordo com a escala de Hoehn e Yahr, a doença de Parkinson tem as seguintes fases:

As primeiras fases são consideradas leves, a terceira moderada e a quarta e quinta fases avançadas. De 60 a 90% das pessoa com a doença de Parkinson desenvolvem dificuldades para falar, caracterizadas por fala lenta, débil e descoordenada. Estas dificuldades variam entre as pessoas afetadas e podem alterar o volume, o tom, ou podem fazer com que a voz pareça rouca e monótona.

A metade dos pacientes com doença de Parkinson desenvolvem problemas com a deglutição. Esta condição pode fazer com que o paciente derrame comida ou líquidos da boca, ou engula sem ter mastigado, causando engasgos e dificuldades com a respiração. Pacientes e seus cuidadores devem estar atentos aos sons do engasgo, de sufocação, de comida presa na garganta para rápida desobstrução da boca. Pacientes com doença de Parkinson tem dificuldade para tossir e limpar os pulmões, com risco de contrair pneumonia. Muitos necessitarão de sondas para alimentação.

Estudos indicam que mais da metade dos pacientes experimentam alterações intelectuais leves e que 20% apresentam alterações graves. Podem ocorrer dificuldades de concentração, aprendizado ou recordar nomes. Alterações mentais podem ser provocadas por medicamentos. Alguns medicamentos em doses altas podem causar confusão e alucinações.

Outros sintomas da doença de Parkinson incluem a depressão, a constipação, a perda de peso, transtornos do sono, deterioração cognitiva, fechamento forçado das pálpebras (blefaroespasmo), incontinência e infecções urinárias, sudorese e problemas sexuais.

 

Diagnóstico

O diagnóstico se baseia nos sintomas e nos sinais clínicos e no exame neurológico. Podem ser necessários exames para descartar outras doenças que tenham sintomas similares aos da doença de Parkinson. Não existe exame específico para diagnosticar a doença de Parkinson.

 

Tratamento

Não existe cura para a doença de Parkinson. O tratamento porém pode melhorar os sintomas e diminuir a velocidade de progressão da doença. Diversos tipos de medicamentos podem estar indicados: anticolinérgicos, agonistas dopaminérgicos, levodopa, inibidores da catecol-orto-metil-transferase, inibidores da monoaminoxidase, antivirais e outros.

 

Tratamentos cirúrgicos

Intervenções cirúrgicas para o tratamento da doença de Parkinson podem estar indicadas em casos selecionados.

Talamotomia: provoca-se a destruição de um grupo de neurônios do tálamo para melhorar o tremor de braços e mãos em pacientes sem outros sintomas importantes, quando o tremor é unilateral. Os riscos são baixos e a melhora é imediata em 80 a 90% dos casos. Com o tempo os sintomas podem recidivar.

Palidotomia: destruição de células do globo pálido, uma parte do cérebro envolvida no controle dos movimentos. Pode beneficiar pacientes com lentidão dos movimentos, tremor e desequilíbrio.

 

Fisioterapia

O cuidado dos pacientes com doença de Parkinson incluem dieta balanceada e exercícios físicos. A participação de fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais tem grande valia. Uma rotina de exercícios para a musculatura dos braços, pernas, pés e face deve ser estabelecida, assim como treino para a marcha e para as atividades da vida diária.

 

Fonoaudiologia

O fonoaudiólogo pode ajudar a melhorar a qualidade, clareza e volume da voz do paciente. Os familiares devem auxiliar a comunicação do paciente. Se o paciente estiver confuso pode ser necessário dar-lhe sugestões. A dificuldade de comunicação é muito limitante. O apoio da família é muito importante.