SifrolÒ

Pramipexol

 

Forma farmacêutica e apresentações

Comprimidos de 0,25mg e 1,0 mg: embalagens com 30 comprimidos.

Uso adulto

Composição

Cada comprimido de 0,25 mg contém:

Pramipexol (como dicloridrato monoidratado) .......................................0,25 mg

Cada comprimido de 1,0 mg contém:

Pramipexol (como cloridrato monoidratado) ........................................... 1,0 mg

Excipientes: manitol, amido de milho, dióxido de silício coloidal, povidona e estearato de magnésio.

Informação ao paciente

SIFROL é um medicamento destinado ao tratamento da doença de Parkinson.

Conservar em temperaturas inferiores a 30ºC, protegido da luz e da umidade.

O prazo de validade do produto é de 36 meses.

Não tome remédio com o prazo de validade vencido.

SIFROL não deve ser usado durante a gravidez e amamentação, a não ser que os benefícios do tratamento superem os potenciais riscos envolvidos.

Informe ao seu médico a ocorrência de gravidez na vigência do tratamento ou após o seu término. Informe seu médico se estiver amamentando.

Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico. A descontinuação do tratamento deve ser feita gradativamente em vários dias.

Informe ao seu médico o aparecimento de reações desagradáveis.

Durante o uso de SIFROL podem ocorrer náuseas, constipação, sonolência, alucinações, confusão e tontura. Pode ocorrer também hipotensão postural, principalmente no início do tratamento.

Portanto evite levantar-se rapidamente depois de sentar-se ou deitar-se, especialmente se tiver estado nessa posição por períodos prolongados.

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS

SIFROL não deve ser usado por pacientes que tenham apresentado alergia à droga.

Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando antes do início ou durante o tratamento. Devido aos possíveis efeitos aditivos, recomenda-se cautela quando os pacientes estiverem tomando, juntamente com o SIFROL, qualquer outro medicamento sedativo ou álcool e medicamentos que aumentem os níveis plasmáticos de pramipexol (por exemplo cimetidina).

SIFROL pode causar sonolência ou alucinações; assim, evite dirigir carro ou operar outras máquinas complexas até conhecer sua sensibilidade à droga.

NÃO TOME MEDICAMENTO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO; PODE SER PERIGOSO PARA A SAÚDE.

Informação técnica

SIFROL comprimidos contém pramipexol, um agonista da dopamina que se liga com alta seletividade e especificidade aos receptores da subfamília D2 da dopamina, tem afinidade preferencial pelos receptores D3 e apresenta atividade intrínseca completa.

SIFROL alivia as deficiências motoras do parkinsoniano por meio de estimulação dos receptores de dopamina no corpo estriado.

Estudos em animais demonstraram que o pramipexol inibe a síntese, a liberação e o "turnover" da dopamina.

O pramipexol protege os neurônios dopaminérgicos da degeneração devida à isquemia ou à neurotoxicidade induzida por metanfetamina.

Estudos in vitro demonstraram que o pramipexol protege os neurônios da neurotoxicidade da levodopa.

Observou-se diminuição dose-dependente de prolactina em humanos.

A eficácia de SIFROL manteve-se por todo o período de duração dos estudos clínicos controlados, que foi de aproximadamente 6 meses.

Em estudos abertos em andamento iniciados há mais de 3 anos, não se verificaram sinais de diminuição da eficácia.

O pramipexol é absorvido rápida e completamente após administração oral.

A biodisponibilidade absoluta do pramipexol é superior a 90% e a máxima concentração plasmática ocorre entre 1 e 3 horas.

A ingestão de alimento reduz a taxa de absorção, mas não a absorção em toda a sua extensão.

O pramipexol apresenta cinética linear e variação relativamente pequena entre os níveis plasmáticos individuais.

Em humanos, o pramipexol apresenta baixo índice de ligação às proteínas plasmáticas (<20%) e grande volume de distribuição (400 I ). Observaram-se altas concentrações em tecido cerebral de ratos (aproximadamente 8 vezes a concentração plasmática).

No homem, o pramipexol é pouco metabolizado.

A excreção renal do pramipexol não-metabolizado é a principal via de eliminação (cerca de 80% da dose). Aproximadamente 90% da dose marcada com 14C é excretada através dos rins, enquanto menos de 2% são eliminados nas fezes.

A depuração total do pramipexol é de aproximadamente 500 ml/min e a depuração renal é de aproximadamente 400 ml/min.

A meia-vida de eliminação (t ½ ) varia de 8 horas nos jovens a 12 horas nos idosos.

Estudos de toxicidade de doses repetidas em ratos demonstraram que o pramipexol exerce efeitos funcionais, principalmente envolvendo o SNC e o sistema reprodutor das fêmeas, provavelmente devido à exarcebação dos seus efeitos farmacodinâmicos.

Observaram-se diminuições nas pressões diastólica e sistólica e na freqüência cardíaca de cobaias. Verificou-se também tendência a efeito hipotensor em macacos.

Investigaram-se os efeitos potenciais de pramipexol na função reprodutiva de ratos e coelhos. O pramipexol não foi teratogênico em ratos e coelhos, mas, em ratos, doses tóxicas à mãe foram embriotóxicas.

Devido ao efeito indutor de hipoprolactinemia e ao fato da prolactina exercer um papel importante na função reprodutiva de ratas, os feitos do pramipexol na gravidade e na fertilidade da fêmea não foram totalmente elucidados.

O pramipexol não foi genotóxico.

Em estudo de carcinogenicidade, ratos machos desenvolveram hiperplasia das células de Leydig e adenomas que podem ser explicados pela ação inibitória do pramipexol sobre a prolactina.

Este fato não é clinicamente relevantes em humanos.

O mesmo estudo também demonstrou que doses de 2 mg/Kg ou mais (sob a forma salina) associam-se com degeneração da retina de ratos albinos.

O mesmo efeito não ocorreu em ratos não-albinos, nem em camundongos albinos de um estudo da carcinogenicidade de 2 anos, nem em outras espécies estudadas.

Indicações

SIFROL é indicado no tratamento dos sinais e sintomas da doença de Parkinson idiopática, podendo ser usado como monoterapia ou associado à levodopa.

Contra-indicações

SIFROL é contra-indicado para os pacientes que demonstraram hipersensibilidade à droga ou aos excipientes da sua fórmula.

Precauções e advertências

Ao se prescrever SIFROL comprimidos para pacientes com deficiência renal, sugere-se redução da dose de acordo com o item "Posologia".

Alucinações e confusão são reações adversas conhecidas do tratamento com agonistas da dopamina e com levodopa.

As alucinações são mais freqüentes nos pacientes em estágio avançado da doença, que recebem tratamento de SIFROL em associação com levodopa, do que nos pacientes que estiverem recebendo a droga isolada no estágio inicial da doença.

Os pacientes devem ser advertidos de que alucinações (principalmente visuais) podem ocorrer.

Observaram-se alterações patológicas (degeneração e perda de células fotorreceptoras) na retina de ratos albinos num estudo de carcinogenicidade de 2 anos.

A avaliação das retinas de camundongos albinos, ratos não-albinos, macacos e cobaias não revelou alterações similares.

Ainda não se estabeleceu a relevância deste efeito potencial em humanos, porém não se pode negligenciá-lo, porque pode envolver um mecanismo que ocorre em todos os vertebrados (descamação do disco).

Recomenda-se monitorar a pressão sanguínea, especialmente no início do tratamento devido ao risco geral de hipotensão postural associada ao tratamento dopaminérgico.

Relataram-se sintomas sugestivos de uma síndrome neuroléptica maligna após a interrupção abrupta do tratamento dopaminérgico.

Gravidez e lactação

Ainda não se investigaram os efeitos na gravidez e na lactação em humanos.

O pramipexol não foi teratogênico em ratos e coelhos, mas doses tóxicas à mãe foram embriotóxicas.

SIFROL somente deve ser usado durante a gravidez se os benefícios potenciais justificarem os riscos potenciais ao feto.

A excreção do SIFROL pelo leite de mulheres lactantes ainda não foi estudado.

Em ratas, a concentração da droga foi maior no leite materno do que no plasma.

O tratamento com SIFROL inibe a secreção da prolactina em humanos, portanto espera-se que ocorra inibição da lactação.

Conseqüentemente, SIFROL não deve ser utilizado durante a amamentação.

Efeitos na habilidade de dirigir e operar máquinas.

Os pacientes devem ser informados de que podem ocorrer alucinações, prejudicando a habilidade de dirigir.

Os pacientes devem ser advertidos sobre os potenciais efeitos sedativos associados ao SIFROL, incluindo sonolência e a possibilidade de manifestação súbita de sono durante a realização das atividades diárias.

Considerando que a sonolência é um evento adverso freqüente com sérias conseqüências potenciais, os pacientes não devem dirigir carros ou operar qualquer outra máquina complexa até que a experiência com SIFROL seja suficiente para estimar se ocorre prejuízo no desempenho mental e/ou motor.

Os pacientes devem ser avisados de que, se ocorrer aumento de sonolência ou de episódios de sono súbito durante as atividades diárias (por exemplo durante conversas, refeições, etc.) em qualquer momento do tratamento, não deve dirigir ou participar de atividades potencilamente perigosas e que devem consultar o médico.

Interações medicamentosas

Verifica-se no homem que o pramipexol apresenta baixos índices de ligação a proteínas plasmáticas (<20%) e de biotransformação.

Portanto, é improvável que ocorra interações com outros medicamentos que afetem a ligação com proteínas plasmáticas ou sejam eliminados por biotransformação.

Medicamentos que inibem a secreção ativa dos túbulos renais de drogas de pH básico (cartiônicas), tais como cimetidina, ou drogas que sejam eliminadas por meio da secreção ativa dos túbulos rebais podem interagir com SIFROL, resultando na redução da depuração de um dos medicamentos ou de ambos.

No caso de tratamento concomitante com essa classede medicamentos (inclusive amantadina), deve-se ter cautela com os sinais de hiperestimulação dopaminérgica, tais como discinesia, agitação ou alucinações.

Em tais casos, é necessária redução da dose.

A selegilina e a levodopa não influenciam a farmacocinética do pramipexol.

A extensão total da absorção ou eliminação da levodopa não é alterada pelo pramipexol. Ainda não se avaliou a interação com anticolinérgicos e amantadina.

Como os anticolinérgicos são eliminados principalmente pela via metabólica, o efeito potencial de interação é limitado.

É possível uma interação com amantadina por terem a mesma via de excreção através dos rins.

Durante o aumento da dose de SIFROL, recomenda-se a diminuição da dose de levodopa e a manutenção da dose de outros medicamentos antiparkinsonianos.

Devido aos possíveis efeitos aditivos, recomenda-se cautela quando os pacientes estiverem tomando, juntamente com o SIFROL, qualquer outro medicamento sedativo ou álcool e medicamentos que aumentem os níveis plasmáticos de pramipexol (por exemplo cimetidina).

Reações adversas

Os eventos adversos relatados mais freqüentemente em comparação com placebo durante o uso de SIFROL foram: náuseas, constipação, sonolência, alucinações, confusão e tontura.

No estágio inicial da doença, as reações adversas mais freqüentes foram sonolência e constipação e, no estágio avançado, em associação com tratamento com levodopa, foram discinesias e alucinações.

Esses eventos adversos diminuíram com a continuação do tratamento, sendo que constipação, náuseas e discinesia tenderam até mesmo a desaparecer.

A incidência de hipotensão em comparação com placebo em pacientes sob tratamento com SIFROL não aumentou.

Contudo, em alguns pacientes, pode ocorrer hipotensão no início do tratamento, principalmente quando o aumento da dose de SIFROL é muito rápido.

Relataram-se casos de insônia e edema periférico.

Os pacientes tratados com SIFROL relataram a ocorrência de sono súbito durante a realização das atividades diárias, incluindo operação de veículos automotores, algumas vezes ocasionando acidentes. Principalmente em pacientes tomando doses acima de 1,5 mg/dia de dicloridrato monoidratado de pramipexol, há alguns relatos de episódios de sono sem sinais de advertência, como sonolência, a qual de acordo com o conhecimento atual sobre a fisiologia do sono, sempre o precede.

Não se evidenciou uma relação com a duração do tratamento.

Alguns pacientes estavam recebendo outros medicamentos com propriedades potencialmente sedativas.

Na maioria dos casos dos quais se obtiveram informações, os episódios não se repetiram após a redução da dose ou a interrupção do tratamento.

Posologia

Os comprimidos de SIFROL devem ser ingeridos com água, junto com alimentos ou independentemente das refeições. A dose diária total deve ser dividida em três tomadas diárias.

Tratamento inicial

A posologia deve ser aumentada gradualmente a partir de uma dose inicial de o,375 mg/dia, subdividida em três doses diárias, e deve ser aumentada a cada 5 a 7 dias. Desde que o paciente não apresente reações adversas, a dose deve ser aumentada até que se atinja o máximo efeito terapêutico.

Esquema posológico crescente de SIFROL

Semana Posologia dose diária total

1 0,125 mg, três vezes por dia 0,375 mg

2 0,25 mg, três vezes por dia 0,75 mg

3 0,5 mg, três vezes por dia 1,50 mg

 

Se houver necessidade de aumento da dose, acrescentar semanalmente o,75 mg à dose diária até atingir a dose máxima de 4,5 mg/dia.

Tratamento de manutenção

A dose individual deve situar-se entre 0,375 mg/dia e a dose máxima de 4,5 mg/dia.

Nos três estudos clínicos, tanto no estágio inicial como no estágio avançado da doença, observou-se durante o aumento da dose que a eficácia terapêutica se iniciou a partir de doses diárias de 1,5 mg.

Este fato não exclui que doses maiores que 1,5 mg/dia possam propiciar um benefício terapêutico adicional em alguns pacientes.

Isto se aplica principalmente a pacientes no estágio avançado da doença, nos quais se pretenda reduzir a dose de levodopa.

Descontinuação do tratamento

Deve-se diminuir gradativamente a dose de SIFROL durante vários dias.

Pacientes em tratamento com levodopa

Para pacientes com tratamento com levodopa, recomenda-se redução da dose de levodopa tanto durante o aumento da dose de SIFROL como no tratamento de manutenção subseqüente, a fim de evitar hiperestimulação dopaminérgica.

Pacientes com deficiência renal

A eliminação do pramipexol depende da função renal. Recomenda-se a seguinte posologia durante o tratamento inicial:

Se a função renal diminuir durante o tratamento de manutenção, reduzir a dose diária de SIFROL na mesma proporção da diminuição da depuração da creatinina; por exemplo, se ocorrer diminuição de 30% da depuração de creatinina, reduzir 30% da dose diária de SIFROL.

Pacientes com deficiência hepática

Não se considera necessária a redução da dose para pacientes com deficiência hepática.

Superdosagem

Sintomas

Não há experiência clínica de casos de superdosagem.

Espera-se que ocorram os eventos adversos relacionados ao perfil farma codinâmico dos agonistas dopaminérgicos, tais como náuseas, vômito, hipercinesia, alucinações, agitação e hipotensão.

Tratamento

Não se conhece nenhum antídoto para a superdosagem de um agonista da dopamina. Se houver sinais de estimulação do sistema nervoso central, pode ser indicada a administração de um agente neuroléptico.

O tratamento da superdosagem pode requerer medidas de suporte geral, incluindo lavagem gástrica, reposição intravenosa e monitorização eletrocardiográfica.

Não se demonstrou que a hemodiálise seja útil nesses casos.

Pacientes idosos

Desconhecem-se restrições ou precauções especiais para o uso do produto em pacientes com idade superior a 65 anos.

 

Atenção: Este produto é um novo medicamento e, embora as pesquisas realizadas tenham indicado eficácia e segurança quando corretamente indicado, podem ocorrer reações adversas imprevisíveis ainda não descritas ou conhecidas.

Em caso de suspeita de reação adversa, o médico responsável deve ser notificado.

Nº dolote, data de fabricação e prazo de validade: vide cartucho.

Para sua segurança, mantenha esta embalagem até o uso total do medicamento.

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA.

SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DA RECEITA.

Ms – 1.0367.0107

Resp.. Técn.: Farm.

Laura M. Spinosa Ramos

CRF-SP nº6870

Fabricado por:

Boehringer Ingelheim Pharma KG

Ingelheim am Rhein – Alemanha

Embalado por:

Boehringer Ingelheim S.A.

Avenida Del Libertador 7208,

1429 Buenos Aires – Rca. Argentina

Resp. Técn.: Farm.

Carlos A. Prado – M.P. nº12.136

Indústria Argentina

Importado e distribuído por:

Boehringer Ingelheim do Brasil

Química e Farmacêutica Ltda.Rod. Regis Bittencourt (BR 116), Km 286

Itapecerica da Serra – SP

SAC / 0800-7016633

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